Achado de 02/09
O que o perfil do professor mudou
Você mandou o print do @guilherme.matematica para responder à pergunta da base. Ele respondeu essa e abriu outras. Seção atualizada em 02/09 com a sua correção sobre qual é, de fato, o produto que vamos ofertar.
A bio tem um link de checkout ativo, pay.hotmart.com/A61685617W. Isso elimina o item que era o maior risco de prazo do projeto inteiro: aprovação de conta e liberação de recebimento, que leva dias e não depende de nós. Com essa etapa já vencida, 07/09 passa de apertado a plausível.
O que eu li errado, e o que sobrou de pé
Eu olhei a bio, vi um produto de R$ 297 já à venda, e concluí que era o backend do pitch. Não é. Você esclareceu: a "Escola de Matemática: Da Tabuada ao ENEM" é um produto existente e separado; o que vamos ofertar é outro, novo, construído em cima da urgência de quem teve o ano inteiro para se preparar e ainda não se sente pronto. A conclusão caiu, e a correção fica registrada aqui em vez de apagada.
O que sobrou de pé do achado:
| Fato verificado em 02/09 | Status depois da sua correção |
|---|---|
| Existe conta Hotmart ativa, com checkout funcionando. | Boa notícia intacta. Elimina o maior risco de prazo do projeto, que era aprovação de conta e liberação de recebimento. |
| O produtor registrado é Agência Gettare Lançamentos de Cursos Digitais LTDA, não o Guilherme. | Provavelmente resolvido. Você acha que a agência é do Guilherme com o irmão, e vai confirmar. Segue como item de trava até a confirmação chegar, porque o acesso para instalar pixel e ligar a API de Conversões depende dela. |
| A bio vende um produto de R$ 297 por ano, publicamente, para os 18,7 mil seguidores. | Vira um problema novo, de posicionamento. Ver logo abaixo. |
A partir de 28/09 o professor terá dois produtos de R$ 297 à venda ao mesmo tempo, para a mesma audiência: a Escola anual, que já está na bio, e o produto de urgência, que roda até a prova. Mesmo preço, mesmo professor, janelas sobrepostas.
Quem vê os dois compara, e a comparação não favorece o que queremos vender: por R$ 297 a Escola entrega um ano inteiro, e o produto de urgência entrega seis semanas. Do lado do aluno, o anual parece mais barato pela mesma conta. O produto certo perde na comparação errada.
Recomendação, e é decisão de oferta que precisa sair antes da página: separar os dois em preço ou em promessa, não deixar empatados. O caminho mais limpo é o produto de urgência custar mais que a Escola, porque acompanhamento ao vivo com data para acabar é mais caro de entregar do que curso gravado. Preço maior resolve a comparação, sustenta a promessa e ainda melhora toda a régua de CPA da fase 2. A alternativa é tirar a Escola da bio durante a janela do lançamento, o que resolve a confusão mas desliga uma receita que já funciona.
Confirmar hoje se o acesso à conta Hotmart vem. Se a conta for mesmo do Guilherme com o irmão, é conversa de cinco minutos. Se não for, não existe pixel no checkout, não existe API de Conversões e não existe Purchase com valor, e o bloco D inteiro cai. É a única coisa hoje capaz de inviabilizar o 07/09, e ela depende de uma pergunta, não de trabalho técnico.
O que o perfil entrega de alcance hoje
Dos 15 reels visíveis no print, a mediana é de 10,4 mil visualizações e o maior tem 60,3 mil, contra 18,7 mil seguidores. Três dos quinze passam do número de seguidores.
| Medida | Valor | Leitura |
|---|---|---|
| Mediana de views | 10,4 mil | 0,56x a base de seguidores |
| Maior view | 60,3 mil | 3,2x a base. O conteúdo sai da base, não fica preso nela |
| Soma dos 15 reels | 260 mil | Pool de retargeting por engajamento bem maior que os 18,7 mil |
O que isso permite afirmar: a campanha não começa fria. O público de engajamento de 365 dias no Instagram é um ativo real e deve ser o primeiro conjunto a subir, antes de qualquer público amplo. O que isso não permite afirmar: nenhuma taxa de conversão. Visualização não é pessoa única, e boa parte de quem vê resolução de questão de ENEM não é candidato deste ano. Continua sem base para estimar quantos ingressos os R$ 10 mil compram.
Resposta com o seu número
O que R$ 10 mil compram, e a resposta final do ticket
Com a verba aproximada de R$ 10 mil que você indicou, a pergunta do ticket de breakeven fecha. A tabela mostra o caixa do front sozinho, sem contar nenhuma venda do curso:
| Se o CPA vier a | Ingressos | Receita do front | Caixa depois de pagar os R$ 10 mil |
|---|---|---|---|
| R$ 12,00 | 833 | R$ 28.125 | R$ 13.522 positivo |
| R$ 15,00 | 667 | R$ 22.500 | R$ 8.817 positivo |
| R$ 20,00 | 500 | R$ 16.875 | R$ 4.113 positivo |
| R$ 25,00 | 400 | R$ 13.500 | R$ 1.290 positivo |
| R$ 28,23 | 354 | R$ 11.955 | R$ 0, o ponto exato |
| R$ 35,00 | 286 | R$ 9.643 | R$ 1.935 negativo |
R$ 27 já é o ticket de breakeven, desde que o CPA fique abaixo de R$ 28,23. Nesse ponto os R$ 10 mil se pagam sozinhos com o ingresso e a gravação, antes de uma única venda do curso, e tudo que vier do pitch é lucro limpo. Não é preciso subir preço nenhum para chegar lá. O que decide não é o ticket, é o CPA, e com público de engajamento disponível esse CPA tem chance real de vir abaixo de R$ 28.
O multiplicador sobre a verba, já líquido de taxas e somando o backend, com comparecimento fixado em 40% apenas para dar escala:
| CPA | Ingressos | 3% convertem no pitch | 6% convertem | 10% convertem |
|---|---|---|---|---|
| R$ 15,00 | 667 | 2,10x | 2,31x | 2,60x |
| R$ 20,00 | 500 | 1,57x | 1,73x | 1,95x |
| R$ 25,00 | 400 | 1,26x | 1,39x | 1,56x |
| R$ 28,23 | 354 | 1,11x | 1,23x | 1,38x |
Repare no formato da tabela: a coluna importa menos que a linha. Sair de 3% para 10% de conversão no pitch move o retorno em 24%; sair de CPA R$ 25 para R$ 15 move em 67%. Com este desenho de funil, o custo de aquisição do ingresso é a alavanca dominante, não a conversão do pitch. É o oposto do que a intuição de lançamento costuma dizer, e é consequência direta do ingresso pago se autofinanciar.
A tática de tratar como exceção pelo suporte funciona e é comum. Só existe um detalhe que vale ajustar antes: quem pagou R$ 27 pela gravação no checkout e quem não pagou terminam com a mesma coisa na mão. Turma de ENEM conversa em grupo de WhatsApp, e se isso circular, o comprador do bump tem uma reclamação legítima e um caminho aberto de reembolso.
Ajuste que preserva a sua intenção inteira: a exceção do suporte dá acesso por prazo curto, tipo 48 horas, enquanto a gravação comprada é permanente e com download. O suporte segue abrindo exceção e gerando a sensação de benefício, o produto de R$ 27 continua existindo de verdade, e ninguém sai com a impressão de ter pago por algo que era de graça.
Estrutura nova, 02/09
Não é um lançamento, são duas campanhas
Você disse que o produto de urgência continua rodando por outubro e começo de novembro, depois do evento. Isso não é um detalhe de operação, é uma mudança de forma do projeto: o pitch de 27/09 deixa de ser o fim do funil e vira o começo da fase mais longa.
| Fase | Janela | Dias | O que a mídia compra |
|---|---|---|---|
| 1 | 07/09 a 26/09 | 19 | Ingresso de R$ 27 para o evento |
| Evento | 26 e 27/09 | 2 | Nada. É entrega, e é onde o produto de urgência estreia |
| 2 | 28/09 a 14/11 | 47 | Venda do produto de urgência, direto e por remarketing |
Sessenta e nove por cento da janela de mídia está na fase 2, e ela não tinha nenhuma linha no plano até agora. Isso muda o que precisa estar pronto antes de 26/09: não é só coletar depoimento, é ter a campanha de outubro montada e pausada, porque depois do evento não sobra tempo de construir nada.
As duas fases são economias diferentes
| Fase 1, ingresso | Fase 2, urgência | |
|---|---|---|
| Ticket que chega ao pixel | R$ 33,75 | R$ 297,00 |
| Líquido por venda | R$ 28,23 | R$ 267,81 |
| Quanto a taxa come | 16,4% | 9,8% |
| CPA teto | R$ 28,23 | R$ 267,81 |
| ROAS no painel para se pagar | 1,20 | 1,11 |
O CPA teto da fase 2 é 9,5 vezes o da fase 1. São dois jogos distintos, com criativo, público, otimização e régua de corte próprios. Rodar as duas na mesma campanha, ou julgar as duas pela mesma régua, é o erro previsível aqui.
Como dividir os R$ 10 mil entre as duas
A resposta não é um percentual, é uma regra. Cada ingresso vendido devolve R$ 28,23 líquidos. Enquanto o CPA ficar abaixo disso, o ingresso se paga, e o comprador do produto de R$ 297 que vier dali sai de graça. O custo de comprar um cliente de R$ 297 por cada caminho:
| Se o CPA do ingresso for | 5% convertem | 8% convertem | 12% convertem | 20% convertem |
|---|---|---|---|---|
| R$ 15,00 | negativo, o ingresso paga e ainda sobra | |||
| R$ 20,00 | negativo | |||
| R$ 25,00 | negativo | |||
| R$ 28,23 | R$ 0, o ponto de virada | |||
| R$ 35,00 | R$ 135 | R$ 85 | R$ 56 | R$ 34 |
| R$ 45,00 | R$ 335 | R$ 210 | R$ 140 | R$ 84 |
Compare com o CPA teto da venda direta, R$ 267,81. Quase toda a tabela fica abaixo dele. Ou seja, o funil compra cliente de R$ 297 mais barato que o anúncio direto em praticamente qualquer cenário plausível, e de graça enquanto o CPA do ingresso ficar abaixo de R$ 28,23.
1. Enquanto o CPA do ingresso ficar abaixo de R$ 28,23, toda a verba disponível vai para a fase 1. Nesse regime não existe argumento para gastar em venda direta: o ingresso se paga e entrega o comprador do backend sem custo.
2. Acima disso, comparar: se (CPA − 28,23) ÷ conversão ficar abaixo de R$ 267,81, o funil continua mais barato. Só acima disso a venda direta ganha.
3. Logo: não é split, é sequência. Gastar na fase 1 até o CPA subir, e só então migrar. Não reservar verba para outubro agora; reservar a estrutura de outubro e deixar o CPA medido decidir quando o dinheiro migra.
Isso tem uma consequência que vale dizer com todas as letras: a fase 1 pode consumir os R$ 10 mil inteiros e isso seria uma boa notícia, não um problema de planejamento. Se o CPA vier baixo, gastar tudo em ingresso é a alocação ótima, e a fase 2 se financia com o caixa que a fase 1 gerou. O que não pode acontecer é a fase 2 chegar sem campanha montada porque ninguém reservou tempo, e tempo é o que falta, não dinheiro.
Preço final do produto de urgência, que a seção anterior recomenda ser maior que R$ 297. O que exatamente ele entrega, semana a semana, até 14/11. Se ele tem janela de carrinho ou fica aberto o período inteiro. E se o aluno que comprou pode ser cobrado de novo depois da prova, o que decide se este é um produto de fim de linha ou o começo de uma base.
Ponto de partida
O funil, escrito
Antes de qualquer conta, o modelo escrito do jeito que entendi, para você corrigir. Tudo abaixo veio de você em 01/09/2026, nada foi deduzido. Os preços aparecem marcados como valor de trabalho porque você os descreveu como aproximação, não como decisão fechada.
| Etapa | Produto | Preço | Quando | Papel no funil |
|---|---|---|---|---|
| Front | Ingresso do evento ao vivo de dois dias, sem limite de vagas | R$ 27 valor de trabalho |
Vendas de 07/09 a 26/09 | É o que a mídia compra. Filtra curioso e qualifica, porque quem paga aparece mais do que quem se inscreve de graça. |
| Bump | Gravação das duas aulas | R$ 27 valor de trabalho |
No checkout do ingresso e de novo durante os dois dias | Receita incremental de custo zero de aquisição. Sobe o CPA que o funil aguenta. |
| Backend | Intensivo de um mês | R$ 297 valor de trabalho |
Pitch no fim do domingo 27/09 | É onde está o lucro. O evento inteiro existe para chegar aqui. |
O argumento do pitch, do jeito que você formulou: quem entra no intensivo passa o mês que resta focando só no que tem chance real de cair, sem gastar tempo com conteúdo improvável e sem depender de professor ruim. É um bom argumento, e ele tem uma consequência de calendário que vale ajustar antes de virar promessa de página.
Um mês contado a partir de 28/09 termina em 27/10. A prova de matemática é em 15/11. Sobram 19 dias descobertos, e eles caem exatamente na reta final, que é quando o aluno mais quer alguém por perto.
Recomendação: vender o intensivo como “do dia seguinte ao evento até a véspera da prova”, 48 dias corridos, de 28/09 a 14/11. É mais valor pelo mesmo preço, elimina o vazio, e troca uma promessa de duração por uma promessa de destino, que vende melhor: o aluno não compra um mês de aula, compra companhia até a porta da prova.
Revisão
O que isso muda no documento 01
O documento 01 foi escrito antes de existir backend. Duas coisas dele mudaram de status, e é honesto registrar em vez de reescrever o histórico.
O documento 01 recomendava 24 e 25/10, e a tabela de fins de semana chamava 26 e 27/09 de “urgência fraca, 50 dias de distância da prova”. Aquela leitura assumia que o fim de semana era o produto final. Com um intensivo de um mês atrás dele, a lógica inverte: o evento precisa acontecer cedo, porque o produto que ele vende precisa de calendário para ser consumido antes da prova. 24/10 seria tarde demais para caber um intensivo depois. A sua escolha é melhor que a minha recomendação anterior, pela premissa nova.
O documento 01 dizia que acima de cerca de R$ 300 o modelo com captação e aquecimento voltaria à mesa. Com ingresso a R$ 27, a decisão é venda direta, sem discussão: a compra é por impulso e a página de captura separada perde a razão de existir, porque o próprio ingresso barato é a captura, só que paga e com muito mais comparecimento.
Uma terceira coisa muda de tamanho: a pendência de levantar a incidência de conteúdos nas provas do INEP deixa de ser insumo de grade e vira o argumento central do pitch. A frase “só o que tem grande chance de cair” é uma afirmação sobre dados, e ela só pode ir ao ar depois de apurada. Continua na fila, e continua valendo que nenhum número de incidência entra em página ou criativo antes de existir a apuração.
Restrição
O relógio real
A meta é ligar em 07/09. Contado em dias de calendário são seis. Contado no que interessa, que é o tempo em que terceiros respondem, são outros.
| Contagem | Quanto | O que ela decide |
|---|---|---|
| Dias corridos até 07/09 | 6 | Nada sozinha. É o número que engana. |
| Dias úteis até 07/09 | 4 01 a 04/09. Dia 05 e 06 é fim de semana e 07/09 é feriado nacional | É o prazo real de tudo que depende de terceiro: aprovação de conta de checkout, suporte de plataforma, liberação de recebimento. |
| Janela de venda, 07 a 26/09 | 19 | Tempo de mídia no ar. Longo para ticket de impulso, e é por isso que o bloco G existe. |
| Evento até a prova de matemática | 49 | Espaço de calendário do backend. Cabe folgado, e é o que sustenta a recomendação de estender até 14/11. |
Os quatro dias, item a item
| Dia | O que precisa terminar | Se atrasar |
|---|---|---|
| Ter 01/09 hoje | Abrir a conta de checkout. Fechar os preços e os horários. Pedir os acessos de Business Manager, página e Instagram. Marcar a data de gravação. | Tudo escorrega junto. Nada aqui pode ser paralelizado. |
| Qua 02/09 | Domínio apontado e verificação iniciada no Business Manager. Página de vendas escrita. Roteiros dos criativos escritos. | Verificação de domínio tem propagação. Iniciar tarde custa um dia inteiro parado. |
| Qui 03/09 | Checkout configurado com os três produtos. Pixel, API de Conversões e eventos separados por produto. Página no ar. | Sem isso não existe compra de teste na sexta. |
| Sex 04/09 | Gravação dos criativos. Compra de teste real aprovada nos três fluxos. Públicos montados. | É o ponto de não retorno. Sexta é o último dia com suporte de plataforma atendendo antes da meta. |
| Sáb 05 e dom 06/09 | Edição das peças. Campanhas montadas e pausadas. Régua de decisão escrita. Teste em celular. | Trabalho nosso, sem dependência externa. É a folga real do cronograma. |
| Seg 07/09 feriado | Ligar. |
07/09 é possível, com uma condição: se a conta de checkout já existir aprovada e o professor gravar até sexta 04/09. Esses dois itens não estão sob nosso controle e são os únicos capazes de estourar o prazo sozinhos.
Se algum dos dois começar do zero, eu não consigo afirmar que 07/09 se sustenta, e prefiro dizer isso agora a descobrir no dia 6. Não é motivo para mudar a data do evento: a janela de venda tem folga suficiente para absorver alguns dias de atraso no início, e o corte, se precisar existir, deve ser no volume de criativo do primeiro dia, nunca no rastreamento.
Não distribuir a verba linearmente pelos 19 dias. Em ticket de impulso vendido para evento com data, a compra se concentra perto do evento, e quem compra três semanas antes é justamente quem tem mais chance de esquecer.
O desenho que eu recomendo: 07 a 12/09 com verba baixa, servindo para validar rastreamento com dinheiro real, testar ângulo de criativo e tirar a conta nova do zero. A partir de 18/09, o grosso da verba, com os criativos já filtrados pelos dados da primeira semana. Isso alivia o dia 07, que deixa de precisar estar perfeito e passa a precisar só estar correto, e ainda coloca o pico de investimento onde a conversão é naturalmente maior.
Ferramenta
A régua financeira do funil
Num funil de três produtos, o CPA teto não é definido pelo preço do ingresso. Ele é definido pela receita total que cada ingresso vendido gera até o fim da esteira. Quem calcula o CPA olhando só os R$ 27 corta campanha lucrativa.
Esta calculadora não tem número chutado dentro. As taxas de comportamento são entradas suas, não estimativas minhas, porque não existe base para estimá-las neste projeto: não sabemos o tamanho da audiência do professor nem o histórico dele em venda online. Use-a para saber o que precisa ser verdade para um CPA fechar, e depois substitua pelos números reais assim que a campanha rodar.
Preços
Oferta de um clique logo depois da compra do ingresso, ainda no fluxo do checkout. Zero significa que ela não existe hoje.
Comportamento
Sobre quem compra ingresso, somando o bump do checkout e a venda durante o evento.
Sobre quem comprou ingresso. É a variável que o bloco G ataca.
Sobre quem assistiu ao pitch, somando a venda ao vivo e o remarketing da janela de carrinho.
Custos e meta
Estes dois campos são preenchidos com valores de partida, não com o contrato. Trocar pelos números reais assim que a plataforma for escolhida, porque em ticket de R$ 27 o fixo por transação muda o resultado bastante.
Quanto da receita líquida você quer que sobre depois de pagar o anúncio.
No ponto de breakeven, o ROAS que o gerenciador da Meta mostra na campanha de aquisição é 0,00, porque a plataforma só enxerga o Purchase do ingresso e da gravação. O intensivo é vendido no dia 27/09, fora da campanha que pagou pelo lead, e não entra nessa conta.
Ou seja: o ROAS do gerenciador não é a régua deste funil. Ele mede um pedaço da esteira contra o custo da esteira inteira, e o ponto em que ele cruza 1 se move conforme o backend converte, sem que o painel avise. A régua é o CPA teto acima, conferido contra o custo por ingresso que a campanha está realmente entregando. Vale combinar isso com o cliente antes de ligar o tráfego, não depois da primeira conversa nervosa diante do painel.
Como a conta é feita
Receita bruta por ingresso vendido é o preço do ingresso, mais o preço da gravação multiplicado pela taxa de anexação, mais o preço do intensivo multiplicado por comparecimento e por conversão do pitch. Do bruto saem as taxas, calculadas como duas transações: uma no front, com o bump somado dentro dela, e outra no backend, cobrada só quando existe venda. O que sobra é o CPA teto, o valor máximo que pode ser pago por ingresso sem o funil dar prejuízo. Se a sua plataforma cobrar o bump como transação separada, o resultado fica alguns centavos abaixo do mostrado.
O ponto de virada, esse não depende de estimativa
Uma relação que sai só dos preços, sem nenhuma suposição de comportamento: o intensivo passa a render mais que o ingresso quando comparecimento multiplicado por conversão supera 9,09%. Traduzindo para a operação: 9,1 vendas do intensivo a cada 100 ingressos já dobram a receita do funil.
É a razão pela qual o bloco G, comparecimento, não é detalhe de operação. Ele multiplica a única variável que ainda mexe muito no resultado depois que o CPA já foi pago.
Ela não sabe o custo de operação do evento, porque ele não foi levantado: plataforma de transmissão, edição, material de apoio e suporte. Não sabe o imposto, que depende de a conta ser pessoa física ou jurídica. Não sabe a taxa de reembolso, que em ticket baixo costuma existir e ainda não tem base para ser estimada aqui. E não sabe a taxa real da plataforma de checkout, que ainda não foi escolhida.
Enquanto esses quatro não entrarem, o CPA teto que sai acima é o limite otimista. O CPA alvo com margem existe justamente para absorver o que a régua ainda não enxerga.
Resposta a uma pergunta sua
O ticket que se paga sozinho
A pergunta foi: de quanto precisa ser o ticket para o funil ter breakeven no próprio front, ROAS 1. Ela tem três respostas em camadas, e a primeira é que ROAS 1 não é breakeven.
1. ROAS 1 no painel ainda é prejuízo
Com ingresso de R$ 27 e gravação levada por um quarto dos compradores, o ticket médio que chega ao pixel é R$ 33,75. As taxas do checkout comem R$ 5,52 disso, ou 16,4%, porque a parcela fixa por transação pesa muito em ticket baixo.
| Ponto | CPA correspondente | Caixa do front | O que o painel mostra |
|---|---|---|---|
| ROAS 1,00 no gerenciador | R$ 33,75 | R$ 5,52 negativo | ROAS 1,00 |
| Breakeven de caixa do front | R$ 28,23 | R$ 0,00 | ROAS 1,20 |
Ou seja: mirar ROAS 1 no painel é mirar prejuízo de 16%. O alvo correto, com essas taxas, é ROAS 1,20. E esse número muda junto com a plataforma de checkout escolhida, o que torna o item da taxa real de contrato mais importante do que ele parece na lista.
2. O ingresso de R$ 27 já se paga, se o CPA colaborar
A relação é direta: ingresso = (CPA + taxa fixa) ÷ [(1 − taxa %) × (1 + take do bump)]. Aplicada, ela devolve isto:
| Se o CPA real for | O ingresso precisaria ser | Ticket médio com a gravação |
|---|---|---|
| R$ 15,00 | R$ 15,37 | R$ 19,22 |
| R$ 20,00 | R$ 19,77 | R$ 24,71 |
| R$ 25,00 | R$ 24,16 | R$ 30,21 |
| R$ 28,23 | R$ 27,00, o preço que você já pensou | R$ 33,75 |
| R$ 35,00 | R$ 32,95 | R$ 41,19 |
| R$ 40,00 | R$ 37,35 | R$ 46,69 |
| R$ 50,00 | R$ 46,14 | R$ 57,67 |
A leitura que importa: o preço não está errado. R$ 27 se paga sozinho desde que o custo por comprador de ingresso fique em R$ 28,23 ou abaixo. O que não sabemos é qual CPA a campanha vai entregar, e isso não se descobre por análise, se descobre gastando os primeiros reais. É mais um motivo para a primeira semana com verba baixa.
3. Subir o preço não deixa o CPA parado
A armadilha da pergunta: se o CPA fosse constante, bastaria subir o ticket até ele cobrir o custo. Mas ingresso mais caro converte menos, e conversão menor sobe o CPA. Os dois se movem juntos.
O que dá para calcular sem estimar nada é a régua da troca: quanto a conversão da página pode cair para o preço maior ainda valer a pena, mantendo a mesma verba.
| Ingresso | Líquido por comprador | Ganho por comprador | A conversão pode cair até |
|---|---|---|---|
| R$ 27 | R$ 34,65 | referência | referência |
| R$ 37 | R$ 46,03 | 1,33x | 24,7% |
| R$ 47 | R$ 57,41 | 1,66x | 39,6% |
| R$ 57 | R$ 68,78 | 1,98x | 49,6% |
| R$ 67 | R$ 80,16 | 2,31x | 56,8% |
| R$ 97 | R$ 114,29 | 3,30x | 69,7% |
Passar de R$ 27 para R$ 47 compensa se a conversão da página cair menos de 39,6%. Se cair mais que isso, é faturamento menor com o mesmo dinheiro de mídia. Não temos base para saber onde ela cai neste público, então isso é teste, não previsão, e a tabela serve para decidir depois com número, não agora com intuição.
E existe um custo que a tabela não mostra: menos compradores de ingresso significa menos gente na aula, e é da aula que sai a venda de R$ 297. O ingresso barato não é só preço, é o mecanismo de encher a sala. Subir o ticket para o front se pagar pode sair caro no lugar onde está o lucro.
O jeito de fazer o front se pagar sem esvaziar a sala é subir a receita por comprador depois da decisão de compra, não antes. A barreira de entrada continua R$ 27, e quem recebe a oferta é quem já decidiu comprar. Um upsell de um clique logo após o checkout, com algo que o público quer e que já vai existir de qualquer jeito, como caderno de questões resolvidas ou simulado corrigido:
| Upsell | Levado por | CPA em que o front se paga | Ganho sobre hoje |
|---|---|---|---|
| nenhum, como está hoje | - | R$ 28,23 | referência |
| R$ 37 | 15% | R$ 32,90 | 1,17x |
| R$ 47 | 15% | R$ 34,27 | 1,21x |
| R$ 47 | 20% | R$ 36,28 | 1,29x |
| R$ 67 | 15% | R$ 37,00 | 1,31x |
Um upsell de R$ 47 levado por 15% dos compradores dá 21% a mais de folga no CPA sem mexer no preço do ingresso e sem tirar ninguém da sala. E ele tem uma vantagem de mensuração que o intensivo não tem: por acontecer dentro do fluxo do checkout, o upsell entra no Purchase que o painel enxerga, então ele melhora o ROAS aparente ao mesmo tempo em que melhora o caixa. O intensivo de 27/09 não faz isso.
Os números de take rate desta tabela são cenários para dar escala à decisão, não previsão: não há base neste projeto para estimar quantos levariam o upsell. Use a calculadora acima com os campos de upsell para testar as suas próprias hipóteses.
Exigir que o front se pague é uma escolha de risco, não de eficiência: ela troca faturamento total por lançamento que se autofinancia. Com cliente novo e verba ainda não definida, é uma troca defensável, e a forma barata de fazer é o upsell, não o ticket. Se a verba permitir bancar o front no vermelho, o modelo rende mais deixando o ingresso barato e o CPA teto lá em cima.
Onde este modelo costuma quebrar
Os três riscos do modelo
1. O comparecimento no dia 2
O pitch está no fim do domingo. Toda a receita de backend depende de quantas pessoas ainda estão assistindo naquele momento, e não de quantas compraram ingresso. Entre a compra e o pitch existem até 19 dias de espera, um sábado inteiro e uma noite de intervalo. Cada uma dessas etapas derruba público, e a queda do dia 1 para o dia 2 é a mais subestimada de todas.
O ingresso pago ajuda muito, porque quem pagou aparece bem mais do que quem se inscreveu de graça. Mas ajuda não é garantia, e o bloco G existe inteiro por causa disso. Se algum item deste checklist for cortado por falta de tempo, que não seja dali.
2. A regra de acesso da gravação
Vender a gravação por R$ 27 só funciona se não ter a gravação for uma perda real. Se todo mundo receber o link depois, ninguém compra, e o produto some da conta. Se ninguém receber, quem pagou R$ 27 e não conseguiu assistir vai pedir reembolso, com razão, e ainda dentro do prazo do direito de arrependimento.
É uma decisão de oferta, não de tráfego, mas ela precisa estar escrita na página de vendas com todas as letras antes do primeiro anúncio. É o tipo de coisa que, resolvida no dia 26, já custou dinheiro.
3. Três produtos num evento Purchase só
Se ingresso, ingresso com bump e intensivo caírem todos como Purchase sem distinção, três coisas quebram ao mesmo tempo: o algoritmo passa a otimizar por uma média de tickets que não existe, o ROAS por campanha vira número sem sentido, e não há como saber qual criativo trouxe comprador de backend, que é o único que importa de verdade.
Separar por content_id ou por conversão personalizada é trabalho de meia hora antes de ligar, e é irrecuperável depois: dado que não foi separado na origem não se separa no relatório.
A lista
O checklist
Setenta e seis itens em dez blocos. Os marcados como trava impedem o tráfego de começar, os outros podem ser melhorados com a campanha já rodando. A distribuição de responsável está como eu suponho hoje e precisa da sua correção: 27 itens marquei como decisão ou execução do cliente e 49 como nosso lado, contando os que são dos dois. Se o escopo combinado for outro, isso muda e eu ajusto.
O que você marcar fica salvo neste navegador, então dá para ir preenchendo ao longo dos dias e mandar o link para o cliente ver o andamento. O botão Só as travas filtra a lista para os 33 itens que decidem o dia 07/09.
A. Oferta fechada
São os números que hoje ainda são valor de trabalho, não decisão. Enquanto qualquer um deles estiver aberto, a página de vendas não pode ser escrita e o CPA teto não pode ser calculado.
B. O caminho do dinheiro
Três produtos significam três fluxos de compra para testar, não um. Cada um precisa de compra real aprovada antes do primeiro real investido em mídia.
C. Páginas
O público é estudante e o tráfego é quase todo mobile. Peso de página aqui vale mais do que ajuste de campanha.
D. Rastreamento
Este bloco separa a campanha que se otimiza da campanha que só gasta. Neste funil ele tem uma exigência a mais que o normal: três produtos de preços diferentes caindo no mesmo evento Purchase tornam o relatório ilegível.
E. Conta e ativos Meta
Educação é categoria sensível a alegação exagerada. Vale gastar meia hora de revisão preventiva para não perder dias com reprovação em série.
F. Criativos
É o item que mais atrasa lançamento, porque depende da agenda de uma pessoa só. Com anúncio no ar em 07/09, a gravação precisa acontecer até sexta 04/09.
G. Entre a compra e o evento
Bloco que não existia no documento 01 e que este modelo torna obrigatório. Quem compra em 07/09 espera 19 dias para assistir. Comparecimento é a variável que mais mexe no faturamento deste funil, e ela se ganha aqui.
H. Fase 2, montada antes do evento
São 47 dias de venda do produto de urgência, 69% da janela de mídia do projeto. Tudo aqui precisa existir antes de 26/09, porque depois do pitch não há tempo de construir nada e é a fase mais longa do lançamento.
I. Plano de mídia
Não é o plano em si, são as decisões sem as quais ele não pode ser escrito.
J. Também tem que dar certo
Fora do escopo de tráfego, dentro do escopo do resultado. Entrega ruim gera reembolso, e reembolso destrói o ROAS depois que a mídia já foi paga.
Lacunas
O que eu ainda não sei
Atualizado em 02/09, depois da sua correção sobre o produto. Sete perguntas fecharam, e o que sobrou está na ordem em que destrava trabalho.
Base: 18,7 mil seguidores no Instagram, mediana de 10,4 mil views por reel. A campanha não começa fria.
Gravação dos criativos: D+1 depois dos roteiros prontos, professor engajado. Deixa de ser gargalo, e move o gargalo para nós: o roteiro virou o caminho crítico.
Verba: por volta de R$ 10 mil, paga pelo Guilherme. Ainda não confirmada.
Regra da gravação: liberada pelo suporte como exceção, sem divulgar. Ver o ajuste de prazo recomendado acima.
O produto do pitch: é novo e separado da Escola da bio, e roda por outubro e começo de novembro. Isso criou a fase 2, que tem seção própria.
Checkout: existe conta Hotmart ativa, o que destrava o prazo. Com a ressalva grande da pergunta 1 abaixo.
1. Confirmar que a Agência Gettare é mesmo do Guilherme com o irmão, e que o acesso à conta Hotmart vem. Sem ele não há pixel no checkout, API de Conversões nem Purchase com valor. É a única trava capaz de inviabilizar o 07/09 sozinha.
2. Respondido em 02/09: é produto novo, separado da Escola da bio, construído na urgência de quem teve o ano todo e não se sente pronto, rodando até a prova. O que ficou no lugar: qual o preço dele, que precisa se separar dos R$ 297 da Escola para os dois não se canibalizarem.
3. O que exatamente o produto de urgência entrega, semana a semana, de 28/09 até 14/11. É a promessa que sustenta o preço e o corpo da página do backend.
4. Quantas vendas a Escola já fez pelo link da bio, e em qual ritmo. Mesmo sendo outro produto, é a única evidência que existe de que esta audiência compra deste professor a R$ 297. Está no painel do Hotmart e não custa nada obter.
5. Horários exatos dos dois dias, e em que ponto do domingo entra o pitch.
6. Em qual plataforma o evento ao vivo acontece, e qual o teto real dela, já que não há limite de vagas.
7. Grade do fim de semana, bloco a bloco.
8. Existe lista de e-mail ou grupo de WhatsApp, ou o Instagram é o único canal próprio?
9. Quem escreve a página, quem edita os criativos e quem responde o suporte durante a campanha.
Com o professor gravando em D+1, o roteiro passou a ser o item que atrasa tudo. E o levantamento de incidência por conteúdo nas provas do INEP alimenta justamente o ângulo mais forte de criativo. Segue valendo que nenhum número de incidência entra em página ou criativo antes de apurado, e que o resultado sai rotulado como classificação nossa, porque o INEP publica as provas e os gabaritos mas não publica a qual conteúdo cada questão pertence.